Os Insetos da Horta

Escola EB 1, 2 e 3 ciclos Professor Carlos Teixeira (Fafe)

Desafio: "Os Insetos da Horta"

Registo Fotográfico:

Insetos Benéficos/Auxiliares:

Espécie 1:
Esta é a nossa maior abelha. É uma abelha solitária, ou seja, não vive em sociedade como a abelha do mel.
Como o nome comum indica este inseto escava madeira para fazer túneis onde coloca os ovos em células alimentadas com pólen e néctar. Muitas vezes utiliza cavidades já abertas. Nidifica em traves ou madeira morta.
Os adultos invernam em buracos saindo aos primeiros dias de Sol, muitas vezes em Janeiro.
As abelhas carpinteiras são importantes polinizadores. São boas polinizadoras das ervilhas.

Espécie 2:
Contrariamente às larvas, que são predadoras, os adultos de muitas espécies de crisopas entre as quais a crisopa-comum, alimentam-se néctar, pólen e meladas excretadas por insectos homópteros. No estado adulto as crisopas são insetos com aspecto delicado.
Chrysoperla carnea Stephens espécie mais frequente e abundante encontra-se associada também à cultura da vinha.Várias espécies de plantas espontâneas associadas ao olival são fonte de alimento para a crisopa-comum, facultando-lhe pólen, néctar e meladas. Mas também no espargo-bravo , a castanha-da-terra , o funcho-bravo , a madressilva , a tágueda e a cenoura-brava encontram alimento.

Espécie 3:
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidaee.
A maioria das joaninhas são excelentes predadores, alimentam-se de ovos e larvas de outros insetos, p. Algumas espécies de joaninhas que comem folhas, pólen, mel ou até fungos. As espécies predadoras se alimentam de afídios, moscas da fruta, cochonilhas, ácaros e outros tipos de invertebrados, a maioria deles nocivos para as plantas.Certas espécies de joaninha têm a capacidade de soltar líquido amarelo de cheiro desagradável, através de glândulas localizadas nas pernas, que servem principalmente como defesa contra predadores.

Insetos Prejudiciais:

Espécie 1:
Os Afídeos que apareceram no morangueiro são várias espécies Aphis gossypii Glover e Rhodobium porosum (Sanderson). A mais comum é Aphis ruborum Börner.
Estes afídeos apresentam colorações que variam desde o amarelo-pálido ao verde-escuro com cornículos da mesma cor. Colonizam a página inferior das folhas e rebentos jovens e inflorescências

Espécie 2:
A cochonilha-negra nos citrinos,olivais,figueiras, damasqueiro (Saissetia oleae Olivier).
As adubações devem ser feitas de acordo com as necessidades da planta, para o que é necessário proceder a análises periódicas do solo.
A excreção de grandes quantidades de meladas pelas cochonilhas atrai formigas de variadas espécies, em busca de alimento. Parece que as formigas têm também um certo efeito protector das colónias de solo. Também a rega deve ser moderada. Tudo isto de forma a evitar um excessivo vigor das árvores, que favorece a progressão das populações de cochonilha negra.
Os métodos modernos de condução dos olivais, por exemplo, com grandes densidades de plantação, rega e podas intensas, criaram condições para a expansão da cochonilha-negra.
Tratamentos com óleos no fim do Verão são eficazes e não causam desequilíbrios na fauna úteis.

Espécie 3:
Pieris brassicae- A lagarta da couve pode causar prejuízos assinaláveis nas plantas, sobretudo nas plantações recentes. Sâo consideradas larvas comilonas porque devoram todo o tipo de folhas.
Em hortas familiares, podem retirar-se as folhas com ovos ou com lagartas ou retirar ovos e lagartas, evitando o recurso a inseticidas.
Protegem-se dos seus predadores obtendo um desagradável óleo de mustarda das plantas de que se alimentam o que as torna pouco apetecíveis. Um grande número parece ser vítima de uma vespa parasita (Apanteles glomeratus).

Memória descritiva:
A cochonilha dos citrinos foi observada nas laranjeiras e as joaninhas foram vistas nas silvas da escola.
Os alunos pesquisaram cada espécie solicitada, enviavam para a coordenadora que corrigiu e selecionou os melhores desenhos. Foi através da classroom e das aulas zoom que se explicou o desafio.