Os Insetos da Horta

Escola EB1 de Cruzeiro - Moledo (Caminha)

Desafio: "Os Insetos da Horta"

Registo Fotográfico:

Insetos Benéficos/Auxiliares:

Espécie 1:
As abelhas são insetos voadores conhecidos pela sua importancia na polinização.
Existem mais de 25000 espécies conhecidas. Vivem em todos os continentes, exceto a Antartica e em todos os habitats do planeta onde existem flores a ser polinizadas. A espécie mais conhecida é a Apis Mellifera.
As abelhas variam de tamanho, 2mm para as espécies mais pequenas até 39mm para as maiores.
As abelhas como grande parte dos insectos têm 5 olhos, 3 pequenos (ocelos) e 2 olhos maiores compostos com milhares de lentes minusculas. Alimentam-se de néctar e pólen ; a maioria do pólen é destinado à alimentação das larvas.
A Apis Mellifera vive em colmeias.
Uma colmeia abriga de 60 a 80 mil abelhas e tem uma rainha, cerca de 400 zagões e milhares de obreiras. Se nascem duas ou mais rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que só fique uma rainha. A abelha-rainha vive até 5 anos enquanto que uma obreira vive entre 28 e 48 dias.
Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entra em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. O macho tem por objetivo de fecundar a rainha e defender a colmeia de outros insetos (ex. vespas, formigas).
Os indivíduos adultos alimentam-se geralmente de néctar e são os mais importantes agentes de polinização. As abelhas polinizam flores de todos os tipos, embora certas espécies se especializem em determinadas flores. Uma abelha visita 10 flores por minuto em busca de pólen e/ou néctar. Faz em média 40 voos diários, tocando 40 000 flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e guardam-no numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo, a água que ele contém evapora-se. O néctar vai engrossando e tranforma-se em mel. Uma abelha produz 5 gramas de mel por ano. Para produzir 1 kg de mel, as abelhas precisam de visitar 5 milhões de flores e consomem cerca de 6 a 7 gr de mel para produzirem cerca de 1 gr.
Para uma maior diversidade de auxiliares, nada melhor que culturas variadas incluindo flores de ornamento e mesmo a chamada ervas daninhas.
O inverno é um período difícil para estas auxiliares, num canto afastado, da horta ou jardim, perto de uma árvore ou arbustos a folhas persistentes amontoar ramos, ramalhos folhas secas e diferentes lixos vegetais. Deixar crescer alguns vegetais que não são muito desejados pelos jardineiros mas que vão ajudar estes insetos a refugiarem-se do frio e dos predadores.
Todos os insetos benéficos estão em perigo devido à destruição do habitat natural, causado pelo regime de mono-cultura intensiva e o uso excessivo de pesticidas.

Espécie 2:
Estes coleopteros possuem um corpo bem redondo ou semiesférico, cabeça pequena antenas curtas, 6 patas e asas menbranosas bem desenvolvidas mas protegidas por uma carapaça quitinosa (élitro). Apresentam em geral cores vistosas (vermelho, verde, amarelo entre outras). Podem medir de 0,8mm para as espécies mais pequenas até 1,8cm de comprimento para as espécies maiores.
Tal como os outros coleopteros também passam por diferentes metamorfoses durante o seu desenvolvimento. As larvas, geralmente de corpo achatado e longo, com tuberculos ou espinhos e fachas coloridas ao longo do corpo. Possuem duas antenas curtas (com 8 a 11 segmentos) que servem a sentir o cheiro e o gosto.
Existem cerca de 6000 espécies na família distribuidas por mais de 350 géneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça para além de outras caraterísticas.
A maioria das espécies são predadoras mas existem também algumas espécies que se alimentam de folhas, polén, mel ou até fungos.
Na agricultura biológica, são apreciadas pela voracidade ; uma larva pode comer até 25 pulgões por dia e um adulto 50.
As Joaninhas contibuem na luta contra insetos prejudicias, fungos e ajudam na polinização.

Espécie 3:
Lampyridae são insetos coleopteros noturnos cuja particularidade é a bioluminescênsia.
Existem cerca de 2000 espécies de pirilampos espalhados pelo mundo inteiro. Estas espécies preferem as regiões temperadas/ quentes. Tendem a surgir durante o anoitecer, no verão. Gostam de zonas onde existe humidade ambiente (florestas, pântanos, lagos, prezas, geralmente águas paradas).
Um adulto vive cerca de 2 meses e pode medir cerca de 2,5cm. Estes insetos variam muito de cor, do castanho-claro ou escuro ao castanho-amarelado ou avermelhado. Possuem orgãos luminosos localizados no abdómen. O oxigénio absorvido por estes insetos é combinado com a luciferina e é a enzima luciferase que esta presente nas células que faz aparecer uma luz esverdeada e intermitente. Existem diferentes padrões luminosos e diferentes sinais optivos caraterísticos das diferentes espécies. Os sinais luminosos servem para encontrar um companheiro e assim poderem reproduzir-se. Para além dos sinais luminosos também utilizam as feromonas para comunicarem.
Os machos adultos possuem asas e as fêmeas adultas mantêm a forma larvária.
As fêmeas depositam os ovos no solo, onde se desenvolvem. As larvas subterrâneas alimentam-se de vernes e minhocas. Uma vez fora da terra as larvas são alimento de caracóis e lesmas. Injetando-lhes um veneno paralizante. Os machos preferem alimentar-se de néctar e polén.
Estes insetos estão em perigo pois a poluição luminosa interfere no ciclo biológico, dificultando a comunicação entre os machos e as fêmeas.
Bastaria reduzir o tempo das iluminações públicas.

Insetos Prejudiciais:

Espécie 1:
Os Pulgões são insectos que picam e sugam a seiva das plantas que parasitam, de cor verde, acastanhados ou pretos, que medem entre 1 a 3 mm. Vivem em colónias, escondidos na zona inferior das folhas. São ativos de abril a setembro com um pico de atividade na primavera. Preferem regiões onde o clima é temperado e húmido.
São acompanhados por uma armada de formigas que se alimentam da melada produzida pelos mesmos. Esta substância (melada) incrusta-se nas folhas e favorice a aparição de fungos (fumagine).
A joaninha é um dos seus principais predadores.
Podemos utilizar tratamentos naturais tais como :
A pulverização de decocções de alho, absintio ou feto;
Ou também esterco de urtiga. Contribuindo para irradicação dos piolhos.
E para espantar as formigas uma infusão de menta. Também podemos utilizar a borra do café em volta das plantas «contaminadas».

Espécie 2:
O Besouro da Batata é um coleoptero de pequeno tamanho (+/- 12mm). Apresenta um corpo oval e bastante abaulado. A parte da frente do corpo ( cabeça ) é de cor alaranjada com manchas preto-acastanhadas. A parte de trás onde se encontram os élitros (asas ) são amareladas com riscas preto-acastanhadas longitudinais.
Estes escaravelhos passam o inverno enterrados e reaparecem com a primavera.
Após se terem alimentado bem da planta que parasitam, as fêmeas põem ovos (de forma oval 0,5mm amarelo-alaranjados), na parte inferior das folhas da batateira.
As larvas que são vermelho-alaranjadas alimentam-se vorazmente da planta que parasitam.
O Leptinotarsa decemlineata ataca os solanacées (beringelas, tomates, batatas, etc).
No entanto podemos utilizar sementes de rícino que são venenosas para este escaravelho. A pulverização de uma decocção de feto ou de esterco de urtiga também são bastante eficazes.
Intercalar as culturas é um meio bastante eficaz para lutar contra a invasão destes coleopteros por exemplo : batata/ feijão/batata…

Espécie 3:
O Haltica é um coleoptero saltador de cor metalica, mede +/- 4mm. Passa o inverno de baixo de folhas ou na terra próximo dos terrenos de cultura.
Reaparece na primavera, preferindo os períodos climáticos secos para se atacar de preferência os cruciféros ( todos os tipos de couves, nabos, cenouras,etc) e aos solanacées (tomates, batatas, beringelas,etc).
Os áltica adultos alimentam-se das folhas e as larvas das raízes.
Geralmente apercebemo-nos que as folhas das plantas apresentam-se crivadas de buraquinhos bem redondinhos. No entanto os danos provocados pelas lavas passam impercetíveis no início, quando se começam a « ver » já é tarde demais para salvar a planta.
Os métodos mais naturais para trarar é dispor alguns pratos cheios de água ou cerveja, os áltica sentem-se atraídos pelos líquidos e afogam-se. Também se pode fabricar armadilhas com cola que não seca sobre folhas brancas ; instalando-as o mais próximo possível das plantas.
As decocções de sabão preto e de nicotina são bastante tóxicas para estes escaravelhos.

Memória descritiva:
Desafios 2019-2020 / Os Insetos da Horta
O trabalho foi feito da seguinte maneira:
Escolhemos os insetos, procurando em dois livros que temos em casa.
Procurámos várias informações nos dois livros e em vários sítios na internet (a lista fornecida de livros e do sítio “Para saber mais do desenho”).
Fizemos duas partes:
A primeira, mais completa, que pode servir para fazer uma apresentação aos colegas.
A segunda, feita pela Gladys, tem desenhos e fichas para cada inseto.
Os desenhos foram copiados pela Gladys a partir de fotos dos livros ou copiando da internet.
Na horta ou jardim vivem uma multidão de animais. Alguns são bem visíveis, pássaros, borboletas, etc. A maior parte deles são bastante discretos ou quase invisíveis, ouriços, minhocas, etc.
Cada um deles tem um papel importante e todos eles são úteis ao ecosistema. Mesmo que por vezes seja difícil de acreditar!
Se queremos preservar o nosso Planeta termos que ter uma atitude ecologica. À nossa volta existem tantos auxiliares que poderiamos prescindir completamente de pesticidas e adubos químicos.
Existem plantas, que plantadas umas ao lado das outras, que afastam doenças e bicharocos nefastos! E o mesmo se passa no caso contrário, atraem auxiliares e que se entreajudam!
Mas falaremos somente de insetos : Um mundo minúsculo!
Destacaremos seis espécies de insetos : três benéficos e três prejudicias.