Espiral de Ervas Aromáticas

Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca (Proença-a-Nova)

Desafio: "Espiral de Ervas Aromáticas"

Descrição das vantagens da construção de uma espiral:
- Para além do aspeto estético, já que fica à entrada principal da escola, da inovação e impacto visual positivo é de notória vantagem a diferenciação da horta pedagógica que já temos em forma de meia estrela (Diagrama Radiante).
- Ter as ervas e plantas frescas ali à mão, de fácil acesso, isto é serem fáceis de plantar, cuidar e colher, num espaço delimitado e com diversidade de PAM-Plantas Aromáticas e Medicinais.
- O cultivo em multiníveis é muito eficiente, primeiro em termos de espaço, pois começa ao nível do solo, aumenta em altura, até ao topo central. E isso faz um conjunto de microclimas com diferentes zonas de sombra e sol, consequentemente diferentes humidades. Tendo o topo solo mais solto e arejado com composto, pois é adicionado, terá uma boa drenagem e permite raízes mais fundas. A exposição solar é aí maior. Nas zonas inferiores, sendo o solo ser mais denso mais húmido por reter a água das regas superiores e ter mais sombra, é propício a plantas de superfície. Permite assim um número mais vasto de opções de plantas utilizadas.
-Usar a troncos de madeira também será um fator de retenção da humidade e existência de pequenos insectos…
- Permite ainda delimitar o crescimento das ervas sem uma ocupação excessiva das mais “invasivas”. Por exemplo a hortelã que lança raízes e se não é controlada pode “abafar” as suas vizinhas.

Breve descrição das plantas selecionadas e motivo do respetivo posicionamento na espiral:
Tendo a experiência da plantação nos Viveiros Municipais das PAM - Plantas Aromáticas e Medicinais foi fácil cada um dos alunos apontar quais as suas preferidas. Em situação de aula do Projeto Escola BioAromas recordamos as diretrizes para o seu cultivo ser o mais bonito esteticamente mas principalmente o mais eficaz.
Depois perceber a técnica. Usar o meio ambiente natural a nosso favor. Criar as condições de clima para as plantas que não estão num terreno direitinho. Por exemplo, o alecrim gosta de terreno seco e muito sol. A salsa é delicada e não gosta do sol diretamente e humidade, Por isso a posição é importante. Quanto mais em cima está a planta, menos humidade terá o solo. A parte mais baixa é para onde corre a água e será por isso mais húmida. O lado Norte é sempre mais fresco e menos exposto ao sol. Ele nasce a Este e o por do sol é no Oeste, mas neste caso, como a nossa espiral está na parte baixa da Escola e a barreira a Oeste faz sombra e o edifício de Este também temos de aproveitar muito bem o Sol de forma uniforme.
Assim, no centro da espiral ficam as plantas que querem muito sol e pouca água (alecrim, sálvia e os tomilhos). O Alecrim ao centro quando crescer vai até ajudar pois faz sombra para o lado norte da espiral. Aí ficam as plantas mais delicadas e que não precisam tanto de sol. As hortelãs (fica a dica de estas ficarem enterradas com o vaso para evitar que as raízes alastrem), os poejos também neste lado. A salsa faz-lhes boa companhia na parte mais baixa do anel pois precisa de mais humidade.
A sul, mais solarenga, principalmente à tarde, está reservado para as plantas que gostam de sol. Ao fundo as que gostam de humidade: os orégãos e os manjericões.
No lado sul-este, para apanhar o sol da manhã ficam a cidreira, o funcho (com a atenção de ir cortando para não ficar grande), coentros, uma lúcia lima.
Estas foram algumas das opiniões fruto das pesquisas feitas, mas não poderemos de deixar de fora as nossas flores e Plantas Aromáticas. Assim temos a Calêndula (Maravilhas), a Perpétua Roxa, a Equinácea e a Erva Príncipe. Decerto irão tornar a nossa Espiral Verdejante, mas com apontamentos de Amarelo, Roxo e Violeta.

Materiais de construção necessários e motivo da sua escolha:
Percebendo que iriamos utilizar troncos com um diâmetro de 10 cm facilmente percebemos a quantidade de madeira a utilizar. Serão necessários no mínimo 160 troncos espetados! Usar a troncos de madeira também será um fator de retenção da humidade e existência de pequenos insectos. Permite ainda delimitar o crescimento das ervas sem uma ocupação excessiva das mais “invasivas”. Por exemplo a hortelã que lança raízes e se não é controlada pode “abafar” as suas vizinhas.
Antes de plantar, cavar, preparar o lugar com material orgânico, bom seria o composto do nosso compostor e depois de plantar colocar empalhamento ou agulhas de pinheiro, a chamada caruma que temos em abundância. Tudo ajuda a manter as plantas fortes e vistosas.

Breve memória descritiva de como foi efectuado o trabalho:
1ª fase – Planificação – Escolha de materiais. Na área de AVD-Atividades de Vida Diária foi feita a pesquisa de imagens, incluindo igualmente as sugeridas pela coordenadora. Estudadas as vantagens e desvantagens, o espaço e custos inerentes, o meio envolvente e a Floresta que nos caracteriza optámos pela versão de toros de madeira. Matemática Funcional foi a área que proporcionou a medição, no local e desenhar em escala em folha de papel quadriculado do espaço a utilizar. Fita métrica na mão, estender e registar valores e perceber que faria um polígono de lados desiguais. Passar para o papel foi outro desafio de arquitetura.
Finalmente em TIC percebemos a ideia de espiral e juntamente com a fórmula matemática conseguimos perceber a extensão da “vedação” de troncos a utilizar. Calculando que os troncos são colocados abaixo da superfície no mínimo 15 cm para termos uma estrutura resistente, e que à vista, ou seja acima do solo 10 cm temos como medida dos troncos 25 cm de comprimento. E ainda temos de contar com o lado aguçado…
Este estudo levou-nos à estimativa de ser necessário 40 metros de troncos de diâmetro 10cm.
Tínhamos de ir aos parceiros arranjar o patrocínio. E para isso é necessário convence-los…
2ª fase – Planificação – Justificação/Vantagens.
Perante números tão elevados, em AVD – Atividades de Vida Diária foi necessário encontrar justificar a opção tomada.
Para além do aspeto estético, já que fica à entrada principal da escola, da inovação e impacto visual positivo é de notória vantagem a diferenciação da horta pedagógica que já temos em forma de meia estrela (Diagrama Radiante).
Ter as ervas e plantas frescas ali à mão, de fácil acesso, isto é serem fáceis de plantar, cuidar e colher, num espaço delimitado e com diversidade de PAM-Plantas Aromáticas e Medicinais.
O cultivo em multiníveis é muito eficiente, primeiro em termos de espaço, pois começa ao nível do solo, aumenta em altura, até ao topo central. E isso faz um conjunto de microclimas com diferentes zonas de sombra e sol, consequentemente diferentes humidades. Tendo o topo solo mais solto e arejado com composto, pois é adicionado, terá uma boa drenagem e permite raízes mais fundas. A exposição solar é aí maior. Nas zonas inferiores, sendo o solo ser mais denso mais húmido por reter a água das regas superiores e ter mais sombra, é propício a plantas de superfície. Permite assim um número mais vasto de opções de plantas utilizadas. É sempre uma questão de sobrevivência e as plantas necessitam e procuram a Água. Estando a espiral na Escola, que tem tempos de ocupação espaçados (fins de semana e interrupções letivas sem alunos) melhorar o aproveitamento da Água é crucial para a sua manutenção. E o Espiral favorece essa otimização ideal. É deixar a gravidade fazer o seu efeito… Igualmente e seria um caso a pensar futuramente: rega gota a gota. O desenho em caracol proporciona esse compacto físico e não seria de todo difícil de executar. A Natureza é agradável e bonita porque funcional.
Da mesma forma e continuando a justificar a Espiral. O desenho tridimensional arredondado é visualmente agradável dentro do contexto da entrada da escola, especialmente contrastando com o linear da construção existente. Equilibra aqueles ângulos duros da nossa linha de visão.Apresentando outra vertente, que para nós é muito querida. Falamos também das vantagens económicas e de consumo de proximidade. Ter dentro da nossa escola os produtos em fresco isso evita as deslocações aos nossos viveiros, ao campo estando acessível para as nossas confeções, quer de bolachas, palmiers ou chágria (infusão fria exclusiva BioAroimas) ou infusões quentes. Será igualmente um ponto de mostra aquando das visitas externas que recebemos, sejam de escolas, sejam de palestrantes/parcerias.Teremos é de ter cuidado, pois uma espiral eleva as suas plantas para facilitar o acesso, outra das suas vantagens. Não precisamos de nos curvar para fazer a colheita e está tudo à mão. Na manutenção isso também é importante, pois conter a produção nesse espaço elevado e contido dificulta o crescimento das ervas daninhas. Sempre podemos adotar o lema: Tira aromática, arranca a daninha. Se pretendemos atrair pessoas que gostam de cheiros e plantas, igualmente atraímos outros seres que gostam da espiral. Este habitat é o ideal para lagartixas, aranhas e outros animais que gostam de insetos. Esses insetos poderiam causar danos nas plantas se não tivermos esses convidados extra. Igualmente a espiral, as plantas aromáticas, as flores, favorecem o desenvolvimento e estadia de outros insetos benéficos, tanto para esse micro clima, como para as arvores e plantas da horta biológica que lhe é próxima.
3ª fase – Planificação – Seleção das Plantas e o seu posicionamento na Espiral.
Tendo a experiência da plantação nos Viveiros Municipais das PAM - Plantas Aromáticas e Medicinais foi fácil cada um dos alunos apontar quais as suas preferidas. Em situação de aula do Projeto Escola BioAromas recordamos as diretrizes para o seu cultivo ser o mais bonito esteticamente mas principalmente o mais eficaz.
Primeiro e ainda em AVD localizar no Google Maps e é mais uma oportunidade para lembrar a Rosa dos Ventos e os pontos cardeais.Depois perceber a técnica. Usar o meio ambiente natural a nosso favor. Criar as condições de clima para as plantas que não estão num terreno direitinho. Por exemplo, o alecrim gosta de terreno seco e muito sol. A salsa é delicada e não gosta do sol diretamente e humidade, Por isso a posição é importante. Quanto mais em cima está a planta, menos humidade terá o solo. A parte mais baixa é para onde corre a água e será por isso mais húmida. O lado Norte é sempre mais fresco e menos exposto ao sol. Ele nasce a Este e o por do sol é no Oeste, mas neste caso, como a nossa espiral está na parte baixa da Escola e a barreira a Oeste faz sombra e o edifício de Este também temos de aproveitar muito bem o Sol de forma uniforme.
4ª Fase - Construção e Plantação - não executadas devido à Pandemia Covid 19.